FGV: “Queda espetacular no índice de pobreza”
Segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio) apresentada no dia 25/11 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A Pnad demonstra, a partir de avaliação do Centro de Políticas Sociais do IBGE, que a renda domiciliar per capita de todas as fontes (trabalho, aluguéis, programas sociais e outros componentes que integram o rendimento de uma família) teve aumento real (já descontado o crescimento populacional) de 2,8% em 2004.
Primeira instituição a revelar o aumento da pobreza ocorrido em 2003, a Fundação Getúlio Vargas, com base na Pnad 2004, reafirma os avanços dos indicadores sociais relativos ao ano passado.
“Houve uma queda espetacular no índice de pobreza em 2004, movida pelo aumento da ocupação, redução da desigualdade de renda do trabalho e pelo aumento de transferências focalizadas do estado”, afirma o economista Marcelo Néri, coordenador do Centro de Políticas Sociais.
Este é o primeiro estudo sobre a pobreza brasileira que utiliza os dados da pesquisa divulgada pelo IBGE. Na avaliação de Néri, o ponto central é a geração de indicadores sociais baseados na renda familiar per capita, que norteia toda a literatura de bem-estar social e de pobreza.
“Esses indicadores permitem sintetizar uma série de fatores que acontecem no mercado de trabalho e nos programas sociais e que são objeto de acalorado debate nacional e de acordos internacionais”.
Após o lançamento da pesquisa, adianta Néri, o Centro de Políticas Sociais da FGV estará disponibilizando um banco de dados em sua página na internet, no endereço www.fgv.br/ibre/cps.
Compartilhe