Igualdade na Vida. Igualdade no Trabalho
30/04/2015
Cada vez mais as mulheres brasileiras ocupam espaço no mercado de trabalho. Entre 2011 e 2013 registramos um resultado positivo, onde cerca de 2,4 milhões de mulheres foram empregadas com carteira assinada.
Essa ampliação é percebida não somente no Brasil, mas em quase toda América Latina e Caribe, que em 2013 atingiu uma taxa media de 50% de participação das mulheres no mercado de trabalho, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Embora os dados apresentem-se mais positivos não podem esconder as profundas desigualdades que ainda marcam o mundo do trabalho.
As desigualdades se expressam de diferentes formas, seja no menor salário recebido pelas mulheres quando comparado aos homens, mesmo cumprindo a mesma função e com mais anos de estudo, seja na maior concentração das mulheres no trabalho informal e precarizado, dentre estas, as mulheres negras são a maioria nessas condições, revelando o peso do racismo na inserção das mulheres no mundo do trabalho.
Há ainda, o grave problema do assédio moral, do qual as mulheres são as maiores vitimas e cuja prática deve ser firmemente combatida.
As mulheres trabalhadoras vêm cada vez mais assumindo a responsabilidade pelo sustento de suas famílias. Em 2012, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 38% das famílias brasileiras já eram chefiadas por mulheres.
É preciso, portanto, reconhecer a contribuição das mulheres para o desenvolvimento e crescimento do nosso país. Além disso, é necessário debater a inserção das mulheres não somente no mercado de trabalho, mas sobretudo, considerar o trabalho realizado no âmbito doméstico.
As mulheres permanecem como as principais responsáveis pelo trabalho doméstico e de cuidados. Infelizmente, a grande maioria dos homens não compartilha as tarefas domésticas com as mulheres, e o Estado ainda não oferece integralmente as condições necessárias para uma inserção menos desigual das mulheres.
Nesse 1º de maio – dia do trabalhador e da trabalhadora – é fundamental que se marquem as vitórias e avanços da classe trabalhadora, mas sobretudo, que se registre a necessidade de seguir na luta pela garantia e ampliação de direitos, por melhores condições de trabalho, de combate á exploração e por igualdade entre mulheres e homens, na vida e no trabalho.
Viva a classe trabalhadora! Viva as mulheres trabalhadoras!
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