Destino, pacto e planejamento
13/01/2014
O Plano Estratégico da Região Metropolitana de Fortaleza (PLANEFOR) foi a última tentativa de construir um desígnio, desenho, projeto de cidade para a capital do Ceará.
Concebido como plano de compromissos entre a sociedade e o poder público; político em sentido amplo, sem limitações de credo ou partido; de todos os cidadãos; esforço coletivo na identificação e seleção de ações e projetos a partir dos anseios e desejos da população para se construir a RMF.
Cinco estratégias o compunham:
região metropolitana integrada; região metropolitana empreendedora e competitiva; educação para o desenvolvimento humano; sociedade solidária e gestão compartilhada; cultura, identidade e autoestima.
Em 2014, essa iniciativa da sociedade civil completará 15 anos.De lá pra cá, Fortaleza cresceu, transformou-se na terceira metrópole brasileira em influência socioeconômica e cultural, conforme aponta o estudo "Cidades que influenciam" do IBGE/2008.
Influência que abrange 20 milhões de pessoas, originárias de um território que se estende do Rio Grande do Norte ao Amazonas, buscando o atendimento de seus interesses e necessidades em uma cidade prestadora de serviços e com atividade comercial intensa.
Por todo esse período, a política para enfrentar essa nova realidade metropolitana oscilou entre a retórica de desenvolvimento urbano, lamúrias sobre dificuldades financeiras e construção de obras de natureza pontual.
Portanto, política sem projeto de cidade. Sem destino claro; sem pacto urbanístico entre governo, sociedade e iniciativa privada; sem planejamento efetivo que defina prioridades, estabeleça padrão de financiamento do desenvolvimento e oriente as tomadas de decisões de curto, médio e longo prazo,tudo tenderá a permanecer como está.
Consequentemente, agravamento dos problemas de mobilidade urbana, habitacionais, saneamento, socioambientais, educação, saúde, lazer dentre outros.
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