Artur Bruno e aliados lançam corrente Reencantando e debatem Reforma Política
19/04/2013
O parlamentar e lideranças políticas, sindicais e de movimentos sociais lançaram corrente Reencantando e participaram de debate sobre Reforma Política com o relator da proposta, Henrique Fontana (PT-RS).
A presidenta da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Brasil (Confetam), Graça Costa, apresentou a nova corrente. O grupo quer resgatar alguns valores históricos do PT e também discutir a participação no Processo de Eleição Direta (PED) do partido. “O acolhimento aqui será dado a todos e todas”, garantiu. “Vamos atuar no PED, mas vamos construir o partido como entendemos que tem de ser, o partido dos trabalhadores”, afirmou ela.
Após o lançamento da corrente Reencantando, houve debate sobre a Reforma Política. Além de Henrique Fontana, Graça Costa e Artur Bruno, participaram como debatedores a professora e candidata ao Quinto Constitucional Gina Pompeu, o vereador Acrísio Sena, Cláudio Régis Quixadá (CNBB) e Valton Miranda. “A sociedade brasileira que mudar essas regras. É preciso redemocratizar a política”, afirmou Artur Bruno.
O relator da Reforma Política defendeu o financiamento público de campanha. Segundo Henrique Fontana, as pessoas não podem ser convencidas pelo “argumento demagógico” de que a sociedade é quem estaria pagando as campanhas dos candidatos. "Campanha eleitoral e como imposto, quem paga é o povo", argumentou. Ele citou as 15 empresas que mais doam em campanhas e disse que elas detêm o poder político no País.
O parlamentar do Rio Grande do Sul adiantou que poderá mudar de estratégia, caso a proposta não seja aprovada. “Se não passar a reforma com financiamento público, eu vou apresentar uma regulamentação de uma lei que existe no País que diz que o Congresso, em ano de eleição, votará lei regulamentando tetos para gastos de campanha”, explicou.
Ele adiantou outra medida que será implementada com a Reforma. “Além de projeto de lei de iniciativa popular, emendas constitucionais também poderão nascer da iniciativa popular”, afirmou o relator. Ele disse que o número de assinaturas para esses projetos iriam diminuir e, atingindo duas vezes o número de assinaturas necessárias para começar a tramitação, o projeto ganha automaticamente regime de urgência. Segundo Fontana, somente três projetos de inciativa popular tramitaram no Congresso até hoje. “Sigam lutando, sigam nessa militância. Estamos mudando muita coisa para melhor”, concluiu.
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