Cidade e economia
26/03/2013
No século XXI, cada vez mais verifica-se que tais relações se ampliam e se consolidam, pois a maioria da população mundial se urbanizou, o planeta se globalizou e está conectado pelas infovias.
Grife-se que a urbanização da humanidade, a globalização do planeta e a interconectividade da terra se aprofunda, a partir de meados do século XX, em transcurso que produziu novas gerações de cidades, produziu cidades-regiões de que a economia das mesmas transmutou do predomínio da tradição industrial fordista para preeminência de atividades do setor serviços na produção de bens e riqueza.
Serviços que se ampliam e se consolidam por meio de sistemas contínuos de inovação, pela rapidez no aperfeiçoamento de suas atividades e constante produção de novos serviços advindos do mundo digital e das possibilidades imensuráveis da internet.
Assim sendo, os tradicionais paradigmas do desenvolvimento urbano não portam mais condições objetivas – nem teóricas nem práticas – em relação ao enfrentamento dos desafios, oportunidades, contradições e desigualdades socioeconômicas do novo mundo urbano, global e conectado.
Situações e problemas novos, surgidos ou produzidos cotidianamente nas cidades por esse novo mundo, impõem soluções novas quanto à metropolização ou megalopolização de territórios por exemplo.
No Brasil, 37% da população está concentrada em 20 áreas metropolitanas cujas cidades primazes são capitais de estado. Esse percentual significa 70.768.882 pessoas em números absolutos (IBGE/2010); quase o dobro dos 40.764.561 habitantes da Argentina ou uma Alemanha com seus 81.726.000 habitantes (Banco Mundial/2011).
Tais dados denunciam a megadimensão das questões socioambientais e a necessidade da simbiose economia e território para um desenvolvimento urbano produtivo e sustentável.
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