Em defesa do Hospital da Mulher
Em Fortaleza, o Hospital da Mulher, fruto de uma demanda do movimento organizado e compromisso assumido pela gestão da ex-prefeita Luizianne Lins, representa a possibilidade real de acesso à saúde desde uma perspectiva integral, considerando a complexidade e a diversidade das mulheres, sejam elas brancas, negras, hetero, bissexuais, lésbicas, jovens, idosas, com deficiência, trabalhadoras, e contemplando todo o seu ciclo vital.
O Hospital segue as diretrizes estabelecidas pelo Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher e a Política Nacional de Saúde da Mulher, do Ministério da Saúde, que representam um avanço na saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.
As mulheres são a maioria dos usuários dos serviços de saúde e sofrem mais com os problemas de saúde, pela sua condição de mulher, submetidas ainda à discriminação e violência, e, portanto, mais vulneráveis ao adoecimento e demais situações que afetam suas vidas nos diversos ciclos. Isso por si só justifica a criação de um serviço com o porte do Hospital da Mulher, destinado àquelas que representam 51% da população de Fortaleza.
Lembramos que o equipamento foi inaugurado em 2012 já funcionando, aliás, uma solenidade memorável com a participação de quase três mil pessoas, sem megashow e sem megacachê.
Ainda assim, vem recebendo críticas da atual gestão sob a alegação de que falta pessoal e orçamento. Mas é bom lembrar que, durante campanha, o atual prefeito disse que iria “botar tudo pra funcionar” e realizar concurso público para o Hospital.
Portanto, está na hora de mostrar qual o seu real compromisso com as mulheres, garantindo o funcionamento do Hospital da Mulher, uma conquista da qual nós, mulheres de Fortaleza, não abriremos mão.
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