Mulheres de Luta

17/10/2012 Mulheres de Luta

No entanto, a histórica cultura machista e patriarcal deixa marcas e as eleições acentuam esse fenômeno. Fortaleza é o cenário escolhido por atores históricos do machismo que querem comandar o Ceará e sua capital.

A cada quatro anos, escutamos pronunciamentos absurdos, como a frase “Fortaleza é um puteiro a céu aberto”. Total desrespeito às mulheres; às prostitutas. Ou a expressão “coronel de saia”, ao falar da maior liderança política feminina da cidade e gestora da 4° capital do país. Não dá para calar diante de pensamentos conservadores que tentam destruir a imagem de gestoras que se destacam por sua história. Pessoas éticas e comprometidas com a garantia de políticas públicas.

As mulheres deste governo, incluindo a prefeita Luizianne Lins, têm história, militância, trabalho e competência. Para nós, que somos mulheres, militantes, gestoras e feministas, causa-nos indignação ver secretárias comprometidas e competentes serem chamadas de “mulheres de fulano e de sicrano”. Isso é desespero, despreparo, desconhecimento da gestão. É a arrogância típica do clã Ferreira Gomes.

Mesmo com o reconhecimento da sociedade à implacável perseguição histórica contra as mulheres, escutamos, nos oito anos da gestão, estigmas, baixarias e críticas sempre contra a mulher, ao poder que exercemos. Isso é violência e desrespeito àquelas que estão no poder e têm comando político em Fortaleza. São frases e posturas agressivas, atrasadas, que não combinam com uma cidade rebelde, bela e de mulheres que fazem história. Por isso, é necessário fortalecer a crescente mudança cultural dos papéis atribuídos às mulheres.

Se a repressão perdurou por várias fases históricas, hoje, estamos em um momento único: exercendo a conquista de vários direitos. São avanços no mercado de trabalho (apesar de os homens ainda ganharem mais), Lei Maria da Penha e a criação de equipamentos e órgãos voltados exclusivamente para mulheres. Citando a primeira dama da Califórnia, Maria Shriver, “mulheres bem-comportadas não fazem história”, afirmo que nós gestoras, militantes, mulheres de luta, tendo como líderes a presidenta Dilma e a prefeita Luizianne, fizemos e continuaremos a fazer mudanças culturais, políticas e econômicas em Fortaleza, no Brasil e quiçá, no mundo.

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