Educação em direitos humanos
Não se discute a temática sem falar em suas origens e marcos históricos: Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão 1789 e a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948.
Em se tratando do nosso país,em minha análise,dentre outras referências, dedicaram-se ao estudo da temática: Frei Betto ao afirmar que um programa de educação em direitos humanos deve visar, em primeiro lugar, a qualificação dos próprios agentes educadores, tanto instituições – ONG’s, Igreja, governos, escolas, partidos políticos, sindicatos, movimentos sociais etc. – quanto pessoas. Paulo Freire recomenda a educação em direitos humanos deve ser dialógica, adotando o educador posturas que levem à colaboração, união, organização, síntese cultural e reconstrução do conhecimento.
Acredito que uma Educação em Direitos Humanos (EDH) requer uma visão mais ampla do que significa educar. É buscar assumir a compreensão do mundo, de si mesmo e da interrelação entre os dois.
O mundo protagoniza, um momento da sua história marcado por grandes transformações,
nas variadas esferas de sua existência: na produção econômica e consumo dos bens materiais, nas relações políticas, na vida social,e na construção cultural. Um cenário repleto de paradoxos, incertezas e ambigüidades, onde luzes estão sendo lançadas e nos enquadramentos de mudanças e novos paradigmas as discussões em torno da Educação para os Direitos Humanos marcam a agenda dos governos, organismos internacionais, e a sociedade em geral. Assim,para analisar essa questão, se faz antes necessário antes de tudo entender que, o discurso da educação é imerso em um campo
de conhecimentos no qual circula teorias, ideologias, interesses e onde se manifestam hierarquias, valores e relações de poder.
Entendo que a verdadeira Educação em DH deve ter como eixo principal o reconhecimento
do direito à vida, sem o qual todos os demais perdem o sentido, desta forma deve ser direcionada sobretudo para a promoção da justiça e da paz, necessariamente imbuída do sentimento de respeito aos valores individuais e coletivos para atingir corações e mentes e não apenas instrução, meramente transmissora de conhecimentos.
Portanto, a formação desta cultura significa criar, influenciar, partilhar e consolidar,costumes, atitudes, hábitos e comportamentos que decorrem todos daqueles valores essenciais citados – os quais devem se transformar em práticas para que desta forma,possamos concretamente continuar avançando na construção e efetivação de uma Educação em Direitos Humanos pautada em uma consciência coletiva,valendo-se dos mais diversos mecanismos e relações legais e legítimas que tenham por objetivo maior irrestrita e ampla defesa da vida.
João Neto
Assessor de Educação em Direitos Humanos
joao-cesario@ig.com.br
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