Trabalhadores lotam Pacaembu para debater projeto nacional de desenvolvimento

01/06/2010 Trabalhadores lotam Pacaembu para debater projeto nacional de desenvolvimento

Cinco das seis centrais sindicais reconhecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) promovem hoje (1) a Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora, um grande ato para a definição de pautas de reivindicação e propostas para o país. A proposta é discutir e aprovar um projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil. O encontro ocorre no Estádio do Pacaembu, em São Paulo.
O documento aprovado pelos trabalhadores será encaminhado às pré-candidaturas de José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV). Nenhum deles foi convidado.
A última tentativa de articulação de entidades sindicais ocorreu há 29 anos, na cidade de Praia Grande (SP). Em 1981, a Conclat foi articulada por correntes do movimento sindical unidas em críticas contra o Estado, que ainda vivia os últimos anos da ditadura militar.
Mas desde o início do governo Lula, as centrais têm se aproximado politicamente. "Ao longo dos últimos anos não foram poucas as batalhas nas quais atuamos juntos, como o reconhecimento das centrais, a valorização do salário mínimo, as marchas para Brasília e a campanha pela redução da jornada”, elencou o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes.
"Será um ato sindical", resume João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical, ao jornal Valor Econômico. "Há uma luta política, é claro, porque nos posicionamos frente a diferentes temas e vamos cobrar dos candidatos, mas o ato é essencialmente sindical", reitera.
Isso não significa que os sindicalistas não vão assumir uma posição. "Não vamos ficar em cima do muro na disputa", promete Artur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT). "Entendemos que será um retrocesso o retorno do PSDB e do DEM ao Estado. Já que fazemos um balanço positivo do governo Lula, porque não apoiar sua candidata?", sinaliza Artur Henrique.
Além da CUT, Força Sindical e CTB, a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) também protagonizam o evento. A única das centrais reconhecidas que fica de fora é a União Geral dos Trabalhadores (UGT), por ter dirigentes ligados ao DEM e ao PPS – aliados da pré-candidatura de José Serra (PSDB) – em seus quadros e não ter posição unitária para a eleição presidencial.
Com informações da Rede Brasil Atual

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