Ibope aponta crescimento do otimismo e da aprovação a oito áreas do governo
Os entrevistadores do Ibope que percorreram as ruas de 142 municípios para ouvir a opinião de 2002 pessoas entre os dias 11 e 14 de setembro encontraram um povo que apoia o governo, confia em Lula, aposta que o ano de 2009 vai fechar com chave de ouro, acredita num futuro melhor, mas ainda não parou para pensar muito em quem votar para presidente da República no ano que vem. A pesquisa CNI/Ibope só identifica amplas – e crescentes – maiorias quando os assuntos dizem respeito diretamente à vida do cidadão. Quando o tema é eleição, as maiorias mudam de dimensão, perdem volume e se alteram ao sabor do conhecimento e da exposição pública maior ou menor de cada candidato.
Mas a pesquisa registra um estado impressionante de otimismo.
Para 80% dos brasileiros, os primeiros oito meses do ano foram bons ou muito bons e para 85% deles o restante de 2009 ficará no mesmo nível. O Ibope tem medido em cada sondagem a expectativa do povo sobre três temas importantes: desemprego, inflação e renda pessoal. Desde a pesquisa feita em março até esta, verificou-se um espetacular crescimento do otimismo. Há seis meses, 68% acreditavam que o desemprego aumentaria ou aumentaria muito. O medo diminuiu e este índice caiu, agora, para 40%, ficando pela primeira vez abaixo, e bem abaixo, da metade da população.
Hoje, apenas 45% acham que a inflação poderá aumentar, índice que chegava a 51% em junho. Quanto à renda pessoal, chega a 49% o índice dos que acreditam que ela se manterá no mesmo padrão (eram 46% em junho) e subiu de 35%, há três meses, para 38%, em setembro, a parcela dos brasileiros que acreditam que sua renda mensal vai aumentar nos próximos seis meses.
A avaliação do governo e de seu protagonista se manteve praticamente no mesmo nível entre junho e setembro. Até subiu um pouco. Hoje, 69% dos brasileiros consideram o governo Lula ótimo ou bom, índice que era de 68% em junho. O apoio pessoal a Lula chega a espantosos 81%, um ponto percentual acima da opinião de três meses atrás. A confiança em Lula se mantém nestes três meses em idênticos 76%. O Ibope pediu uma comparação entre o primeiro e o segundo mandato de Lula: a maioria, 44%, considerou o segundo mandato melhor que o primeiro; 40% entendem que são iguais e apenas 14% acham que o atual tem sido pior.
Além da avaliação geral, a pesquisa pediu aos entrevistados que julgassem o desempenho do governo federal em nove áreas específicas. Em todas elas houve crescimento da aprovação entre junho e setembro e em apenas três, embora crescente, a aprovação é superada pela crítica.
O maior índice de apoio destina-se às medidas do governo para combater a fome e a pobreza: este mês, 68% aprovam as políticas adotadas – oito pontos percentuais mais do que em junho.
Curiosamente, numa época em que se noticia com grande destaque o rompimento da ambientalista Marina Silva com o PT, o meio ambiente é a segunda política do governo mais bem avaliada: 61% aprovam as medidas tomadas nesta área, contra 55% de aprovação registrados há três meses.
Educação e saúde empatam na aprovação popular. A linha adotada pelo governo nestes dois setores tem aprovação de 59% da população, em ambos os casos cinco pontos percentuais acima dos índices obtidos em junho.
Outro índice idêntico de aprovação ocorre no combate ao desemprego e no combate à inflação: 55% dos entrevistados concordam com as medidas adotadas pelo governo Lula em relação aos dois temas.
Mas há três setores da ação governamental cujo desempenho é reprovado pela população, embora, em todos eles, o apoio tenha aumentado nos últimos três meses: segurança pública (aprovada por apenas 42%, quatro a mais que em junho), taxa de juros (45% de aprovação, apenas dois pontos percentuais a mais) e impostos (escassos 40% de aprovação, com aumento de dois pontos percentuais desde junho).
Fonte: www.brasiliaconfidencial.inf.br
Compartilhe