Brasil participa da 2ª Conferência Internacional de Direitos Humanos de da População LGBT, na Dinamarca

28/07/2009 Brasil participa da 2ª Conferência Internacional de Direitos Humanos de da População LGBT, na Dinamarca

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR) é convidada especial da 2ª Conferência Internacional de Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Pessoas Trans (LGBT), que acontece entre os dias 27 e 29 de julho em Copenhagen, na Dinamarca. Rogério Sottili, secretário-adjunto da SEDH/PR, discursa e participa do painel “Construindo uma verdadeira mudança política: Políticas LGBT e os nossos aliados”, na segunda-feira (27).
A Conferência é parte do World Outgames 2009, evento internacional de esportes, cultura e de discussões LGBT – que ocorre na mesma cidade entre 25 de julho a 2 de agosto –, e é considerada a maior e mais importante do mundo. Quatro anos depois da 1ª Conferência, realizada em Montreal, no Canadá, são esperados cerca de mil delegados nos mais de 100 workshops e cinco grandes sessões plenárias, durante três dias, no Centro de Concerto Koncerthuset do Danish Broadcasting Corporations.
O painel do qual Sottili participa será mediado pelo co-presidente da Conferência, Svend Robinson, e terá a participação de Sunil Babu Pant, diretor da Sociedade do Diamante Azul e primeiro representante abertamente homossexual do parlamento do Nepal, e de Belinda Pyke, da diretoria-geral para Emprego, Ação Social e Igualdade de Oportunidades da Comissão Européia.
O principal objetivo do encontro é debater a violação dos direitos humanos da população LGBT em todo o mundo. “Vamos mostrar o que o governo brasileiro vem fazendo no campo das políticas públicas para promover os direitos humanos de LGBT e combater a homofobia”, explica o secretário-adjunto. Sottili ressaltará em sua explanação a importância dada pelo país à participação democrática na construção das políticas públicas. O Brasil realizou, em 2008, em conjunto com diferentes movimentos sociais e organizações não governamentais, a 1ª Conferência Nacional LGBT, da qual resultou o Plano Nacional de Combate à Homofobia, inédito no mundo.
Em todo o planeta, a condição de vulnerabilidade das populações LGBT ainda é muito preocupante. Sete países mantêm pena de morte e mais de um terço criminalizam a homossexualidade. No Brasil, pelo menos 2.790 homossexuais foram assassinados entre 1980 e 2006, a maioria em razão da homofobia.
Na mesma viagem, antes de embarcar para Copenhagen, Sottili encontra em Haia, o embaixador para Direitos Humanos da Holanda, Arjan Hamburguer, e o diretor-geral de Políticas Públicas do país, Pieter de Gooijer.
Fonte: Secretaria Especial de Direitos Humanos

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