Brasil cria 2,1 milhões de empregos formais de janeiro a novembro de 2008
Este resultado é o maior da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) para o período, superando em 8,8% o recorde anterior ocorrido em 2007 (+1.936.806 postos de trabalho ou 7,08%).
De acordo com os números do Caged, o nível de emprego formal celetista no país apresentou ligeira queda de 0,13% em novembro em relação ao estoque de assalariados celetista do mês anterior, o que representou uma perda de 40.821 empregos.
Tradicionalmente, os dados do Caged mostram que em novembro se verifica uma redução no ritmo de crescimento ou queda no emprego, comportamento esse influenciado por fatores sazonais conjugados com os movimentos conjunturais. Em novembro de 2008 esse declínio do emprego, além de refletir uma marcante sazonalidade, parece indicar a presença dos efeitos negativos da crise financeira internacional. Foi o que divulgou em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (22) o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.
Nos últimos 12 meses, o montante de empregos criados atingiu 1.787.736 empregos formais (6,10%), resultado 10,4% acima do saldo anterior para semelhante período (dezembro a novembro), ocorrido em 2007 (+1.619.313 postos de trabalho ou 5,85%).
Entre 2003 e 2008 foram gerados 8.375.918 postos de trabalho celetistas. Atualmente, o estoque de trabalhadores formais no país é de 31,07 milhões.
Setores de atividade econômica
Em termos setoriais, o desempenho de novembro foi determinado pela conjugação de movimentos distintos: expansão nos setores associados ao consumo de fim de ano (Comércio e Serviços) e queda nos demais setores, sobressaindo a Indústria de Transformação, Agricultura e Construção Civil. Tais desempenhos estão influenciados pela entressafra no centro-sul do país (cana-de-açúcar, café) e pelo período de chuvas, alimentados pelo contexto macroeconômico.
O Comércio respondeu pela criação de 77.886 empregos ou expansão de 1,15%, proveniente da criação de 71.580 postos (+1,26%) no segmento Varejista e do aumento de 6.306 postos de trabalho (+0,56%) no segmento Atacadista. O setor de Serviços, por sua vez, foi responsável pela geração de 39.296 postos de trabalho (+0,32%), impulsionado principalmente pelos segmentos de Serviços de Alojamento, Alimentação e Reparação (+14.662 postos ou +0,34%), de Serviços de Comércio e Administração de Imóveis e Serviços Técnicos Profissionais (+14.462 postos ou +0,46%) e dos Serviços Médicos Odontológicos (+7.285 postos ou 0,58%), o melhor resultado para o mês da série histórica do Caged.
A Indústria de Transformação registrou uma queda em novembro de 1,07% no contingente de assalariados com carteira assinada em relação ao mês anterior, resultante da perda de 80.789 empregos. Tal comportamento decorreu do declínio de todos os segmentos do setor, cabendo destacar a Indústria de Produtos Alimentícios e Bebidas (-13.524 postos ou -0,73%), Indústria de Material de Transportes (-11.634 postos ou -2,22%), Indústria Metalúrgica (-10.960 postos ou -1,44%) e Indústria de Calçados (-9.841 postos ou -2,95%).
Na Agricultura, a redução de 50.522 empregos (-2,97%) pode ser atribuída fundamentalmente à variável de cunho sazonal, uma vez que os resultados de novembro dos últimos três anos estão próximos do ocorrido em novembro de 2008. Em novembro de 2007, a variação foi de -43.105 postos (-2,59%), sendo de -50.757 postos (-3,12%) em novembro de 2006 e de -57.088 postos (-3,50%) em novembro de 2005.
A Construção Civil, após um período de expressivas taxas de crescimento, apresentou uma perda de 22.731 empregos ou redução de 1,24%. Este resultado pode ser justificado, em parte, pelo componente sazonal relacionado ao período de chuvas, já mencionado. Na série do Caged, com exceção do mês de novembro de 2007, no qual se verificou uma geração de 7.811 postos, nos demais meses se presenciou uma variação negativa que oscilou entre -3.515 postos em novembro de 2005 a -27.301 postos em novembro de 1998.
Regiões
Em novembro, ao tomar como referência o recorte geográfico, verificou-se que as regiões Sul (+11.711 postos de trabalho criados ou aumento de 0,20%) e Nordeste (+8.287 postos ou +0,19%) expandiram o nível de emprego e as demais registraram quedas: Sudeste, -38.397 postos de trabalho (-0,22%), Centro-Oeste, -15.046 postos de trabalho (-0,68%), Norte, -7.376 postos de trabalho (-0,58%).
Estados
As informações por Unidades da Federação mostram que os destaques positivos couberam aos estados do Rio de Janeiro (+17.547 postos ou +0,59%), Rio Grande do Sul (+8.036 postos ou + 0,39%) e Ceará (+4.245 postos ou +0,58%). Por outro lado, os maiores declínios nos números de empregos ocorreram nos estados de Minas Gerais (-33.921 postos de trabalho ou -1,01%), São Paulo (-20.884 postos ou -0,20%), Mato Grosso (-8.025 postos ou -1,76%) e Goiás (-6.238 postos ou -0,74%). Tais desempenhos estão fortemente influenciados pela entressafra no Centro Sul do País, como também por fatores conjunturais.
Interior x área metropolitana – Em novembro, em função da sazonalidade positiva de fim de ano, o emprego formal celetista no conjunto das áreas metropolitanas cresceu 0,25%, equivalente ao aumento de 32.076 postos de trabalho. Em sentido oposto, os municípios dos estados não integrantes desses aglomerados urbanos apresentaram redução de 56.675 postos de trabalho (-0,49%), devido à influência negativa do ciclo agrícola nesses espaços geográficos, durante essa época do ano.
Fonte: PT Nacional
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