Juventude: PT elege nove prefeitos e 373 vereadores com menos de 30 anos
Dos 559 prefeitos e prefeitas eleitos pelo PT em 2008, nove terão menos de 30 anos no dia da posse (01/01/2009), o que representa 1,6% do total de eleitos.O mais novo prefeito petista é Alisson Diego Batista Moraes, de Itaguara (MG), município com 9.726 eleitores. Diego tem apenas 23 anos, é bancário e tem curso superior completo.
Dentre os nove prefeitos petistas mais jovens há uma prefeita: Tina Toneti, que aos 29 anos foi reeleita em Jacarezinho (PR), município com 30.619 eleitores.
Dos 4.116 vereadores e vereadoras eleitos pelo PT em 2008 (3.969 com data de nascimento informada), 373 terão menos de 30 anos no dia da posse, o que representa 9,4% do total de eleitos.
Leia texto sobre o desempenho das candidaturas jovens que disputaram as Eleições 2008, assinado pela direção nacional da Juventude do PT:
O DESEMPENHO DA JUVENTUDE DO PT NAS ELEIÇÕES DE 2008
O positivo saldo eleitoral nas eleições de 2008 demonstra a capacidade do Partido dos Trabalhadores de intervir na sociedade e o reconhecimento das transformações sociais que o Governo Lula vem trazendo para o Brasil, além da aprovação do modo petista de governar. Estas eleições municipais são um bom exemplo da capilaridade da aprovação dos governos do PT, que ampliou a quantidade de prefeituras e o número de votos recebidos.
Além disto, os pleitos municipais são espaços vigorosos para discutir nosso projeto político de sociedade com os pés no chão, pautando o desenvolvimento democrático e popular do campo e da cidade e a garantia dos direitos elementares a população, por meio da participação popular.
oi com o intuito de pautar os direitos da juventude que a JPT realizou a sua I Caravana Nacional – A juventude pelo Brasil para dar visibilidade a este segmento e estimular a incorporação das políticas públicas de juventude, incentivando as administrações municipais a assumirem com seriedade esta temática. Igualmente, estimular parcela significativa destes jovens a assumirem os compromissos com a construção de um país melhor para se viver. A Caravana foi um marco na organização da JPT e contribuiu muito para dar visibilidade a este debate e promover as PPJs, por onde ela passou aconteceram atividades de rua, debates, produção de material especifico, planos de governo direcionados, comitês de juventude, etc. A caravana contribuiu para o entendimento da importância da juventude nas eleições, que vai muito além de carregar bandeira.
Portanto além de pautar compromissos, a juventude reivindica cada vez maior participação e protagonismo, assumindo espaços nos movimentos e organizações sociais, no seu bairro, na sua comunidade, na escola, na universidade, no centro, na periferia, e também disputando as eleições municipais, levando os seus pleitos para o legislativo e executivo.
No partido foram 36 jovens candidatos a prefeitos/as, sendo que destes 9 se elegeram, dentre eles, há 2 mulheres jovens eleitas.
No pleito às câmaras municipais tivemos 3.181 candidatos jovens disputando, sendo eleitos 373, destes apenas 47 são mulheres, o que mostra a necessidade de um investimento maior no empoderamento das jovens no interior do Partido e nas disputas eleitorais.
Há uma boa diferença também entre as eleições proporcionais e majoritárias. O desempenho da juventude é melhor nas eleições proporcionais do que nas majoritárias. Os dados gerais são positivos, mas estão longe de ser ideal e mostram que ainda temos muito a avançar, sendo a média de idade dos/as nosso/as parlamentares municipais eleitos de 42 anos, enquanto a média dos prefeitos eleitos é de 45. Ainda, o levantamento diz que "enquanto para o cargo de prefeito os jovens só elegeram 1,6% do total, para o cargo de vereador/a este número sobe para 9,4% do total de eleitos. O mesmo ocorre na faixa de 30 a 39 anos, que sobe de 17,7% para 31,5%. Nas demais faixas o percentual de eleitos é menor para vereador do que para prefeito".
Alguns fatores dificultam o sucesso da juventude neste processo, pois quando um candidato ou uma candidata jovem decide lançar-se na disputa eleitoral, tem de contar com estrutura de campanha, e as atuais formas de financiamento de campanha não facilitam que quem está iniciando tenham as condições necessárias de realizar uma campanha, o que reforça ainda mais a necessidade da juventude assumir o compromisso da reforma política.
Assim, maior espaço pra juventude nos pleitos eleitorais dependerá sim da vontade política dos diretórios e do envolvimento da militância, mas também de condições concretas para estruturar uma campanha, além da necessidade de aposta e investimento do próprio partido em novas lideranças, aliadas às nossas lideranças históricas.
É salutar também a capacidade que estes diversos jovens, eleitos ou não, que toparam galgar o posto do executivo e legislativo de suas cidades têm de agregar forças para além de sua faixa etária e para além das pechas e preconceitos. Isso reaviva nossa convicção de que a juventude deve absorver e defender pautas gerais comuns a toda sociedade.
No entanto é necessário olhar também sobre outro aspecto, o da incorporação das bandeiras de luta e das políticas públicas de juventude. O fato de muitos serem jovens, não significa ter a pauta de juventude inserida em suas atuações. Daí a urgência da discussão macro e da defesa das bandeiras da juventude constantemente acontecer. E este, de fato, é um papel e uma tarefa partidária, de um lado e de outro é compromisso do nosso governo petista fazer com que políticas de juventude difundam-se.
A Secretaria Nacional de Juventude do PT, em suas atribuições, deve agora construir um espaço de articulação destes jovens prefeito/as e vereadores/as. A criação de uma rede ou quiçá um fórum de discussão e de elaboração que contribuirá em muito para a capacitação de jovens parlamentares e para a formulação de mais políticas públicas de juventude.
Executiva Nacional da JPT
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