Audiovisual cearense
Quando passamos para uma análise do lado profissional dessas tarefas, descobrimos a necessidade de incremento à produção audiovisual.
Fazer filmes ou vídeos, ficções ou documentários, é atividade que gera empregos, reforça nossa identidade cultural, fortalece nossa auto-estima e nos coloca no dia-a-dia do ver-se e ser visto por nós e pelos nossos, com a possibilidade de que essas produções também sejam nossos cartões de visita para outros recantos do país e do exterior.
As leis de incentivo à cultura foram criadas para fomentar as produções culturais. A isenção de impostos para a o desenvolvimento cultural é imprescindível, mas a forma como essas leis agora são usadas, desvirtuam seu caráter empreendedor e apenas possibilitam que criações no meio dos próprios empreendedores diminuam seu caráter inovador e produtivo. Essas produções ficam com características intestinas que apenas beneficiam meia dúzia de criadores e o mercado fica cada vez mais difícil de crescer e desenvolver-se.
As idéias são muitas, basta fixar-se no imenso número de inscrições para seleção de concursos de roteiros, produção e pós-produção. Os trabalhadores do audiovisual estão antenados com o que melhor se pauta. O que faz falta é que os incentivos sejam democraticamente distribuídos e a produção audiovisual possa florescer como uma indústria geradora de emprego e cuja manifestação estética possa enriquecer cada vez mais aqueles que têm a oportunidade de consumir esses produtos.
O trabalho desenvolvido pela Secretaria Nacional do Audiovisual, do Ministério da Cultura e da TV Brasil, que, em breve, estará anunciando um grande número de editais que vão contemplar, desde os trabalhos de animação até às minisséries para televisão, passando pelas obras dramatúrgicas e documentais, dão um alento à essa geração de produtores e realizadores que não encontram muitas perspectivas de otimizar seus empreendimentos.
A produção audiovisual é uma realidade inconteste e o seu crescimento é mister para o desenvolvimento de um mercado que gera mão-de-obra e distribuição de renda em diversos setores da economia. Por isso deve ser uma prioridade de governos e empresas privadas que devem contribuir com a transferência de impostos para a efetivação dos trabalhos audiovisuais.
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