Revolução silenciosa pela educação

20/04/2007 Revolução silenciosa pela educação

Em todos os níveis de ensino (infantil, fundamental, médio e superior) verifica-se o aumento do volume de investimento e inovação. São programas de expansão universitária, de escolas técnicas e profissionalizantes que começam a desenhar um novo país. Além da criação do ProUni (Programa Universidade para Todos) e do Fundeb (Fundo da Educação Básica) que são iniciativas de forte impacto na educação pública e privada, com resultados a médio e longo prazos.
O Fundo da Educação Básica (Fundeb) vai ampliar os investimentos públicos no ensino infantil, fundamental e médio, incluindo as creches (o antigo Fundef financiava apenas o ensino fundamental). A União complementará o Fundeb de forma crescente com R$ 2 bilhões em 2007, R$ 3 bilhões em 2008 e R$ 4,5 bilhões em 2009. A partir de 2010, a União será responsável por 10% do valor total do Fundo, representando um grande salto nos investimentos públicos na educação básica.

Outra novidade dentro do Fundeb é a instituição do piso nacional dos professores da educação pública básica que está em discussão na Câmara dos Deputados. A proposta do governo federal fixa o piso em R$ 850,00 para 40 horas semanais de trabalho. Pode parecer pouco, mas se conseguirmos garantir esse mínimo de remuneração em todo o território nacional já será um grande avanço na valorização do magistério.

O Programa Universidade para Todos (ProUni), desde 2005, já concedeu bolsas de estudo integrais e parciais em universidades particulares para mais de 359 mil estudantes de baixa renda em todo o país. São filhos de pescadores, profissionais autônomos, trabalhadores rurais, diaristas, comerciários, vigilantes, dentre outros, que têm a chance de realizar o sonho do curso superior. Todos foram selecionados de forma democrática, por seus próprios méritos, em disputa nacional pública. Em breve, esses novos graduados estarão contribuindo, ainda mais, para mudar a história do Brasil, a partir do conhecimento acadêmico e da história de suas próprias vidas.

O governo federal está criando 10 novas universidades federais e 48 novos campi nas diversas regiões do país. Essa iniciativa é um claro fortalecimento do ensino universitário público e gratuito que havia sido abandonado na década de 90. Significa a abertura de novas vagas na educação superior, no interior do Brasil, permitindo novas perspectivas para a nossa juventude no combate às desigualdades sociais e regionais.

O ensino técnico também está em expansão com a criação de mais 150 Centros Federais de Educação Tecnológica, sendo seis no interior do Ceará. O município de Crateús foi um dos escolhidos para sediar mais uma unidade do Cefet. A interiorização tem como objetivo induzir o desenvolvimento local, possibilitando a inclusão social de jovens, por meio da educação tecnológica.

A revolução é silenciosa, mas já começou.

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