Biodiesel e inclusão social

03/04/2007 Biodiesel e inclusão social

Tal fato nos leva a discutir o assunto com mais profundidade, já existem alguns pontos merecedores de revisão por parte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, notadamente da Portaria nº201, de 04 de dezembro, que aprovou o Zoneamento Agrícola para cultura da mamona no Estado do Ceará.

Fatores mostram a importância estratégica do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (Pnpb), como energia alternativa para o Nordeste. Por isso o Ministério da Agricultura não deve estabelecer critérios de zoneamentos, para que todos os municípios sejam incluídos no Pnpb. Fora o tema da inclusão social, a produção alternativa é uma forma de energia capaz de reduzir a importação de petróleo, além de ser eficaz com a diminuição de poluentes no meio ambiente.

Explicando um pouco sobre o zoneamento, foram levados em consideração três critérios: Temperatura media do ar variando entre 20º e 30º; Precipitação igual ou superior a 500mm no período chuvoso; e, altitude entre 300m e 1.500m. O último requisito fez excluir injustamente muitos municípios com capacidade produtiva, sobretudo aqueles situados próximos a costa litorânea, que reúnem condições naturais como clima e solo aptos ao cultivo em questão.

Por tudo, acredito que o Ministério da Agricultura deva estender o máximo possível o plantio não só da mamona, mas de outras espécies vegetais em todos os municípios do Ceará. A luta deve ser pela inclusão social, para que não siga o caminho do Proálcool, que foi um programa de exclusão, favorecendo apenas os grandes usineiros.

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