Ganho real de salário é realidade
A principal conclusão é que o país vive mesmo um momento de recuperação salarial. A renda do trabalhador está aumentando no atual governo.
O “Balanço das Negociações de Reajustes Salariais no primeiro semestre de 2006” mostra a consolidação de uma tendência iniciada em 2004. Como diz o Dieese, “os resultados das negociações coletivas de trabalho seguem trilhando uma linha progressivamente favorável à recuperação das perdas salariais”. Após analisar 271 resultados de negociações coletivas, o Dieese constatou que 96% conquistaram reajustes iguais ou superiores à inflação acumulada do último ano, pelo INPC-IBGE. O resultado é o melhor desde 1996, quando o estudo começou.
Ainda mais importante foi a constatação da recuperação salarial. Nada mais, nada menos do que 82% das negociações obtiveram ganho real de salário (acima da inflação acumulada). O maior percentual para o período, verificado nos últimos 10 anos, foi de 67%, registrado no estudo relativo ao primeiro semestre de 2005. No segundo semestre do ano passado o percentual de negociações com aumento real foi de 83%.
O resultado mais expressivo foi observado no setor do Comércio, onde 91% das categorias conquistaram reajustes superiores à inflação. Na indústria, o índice ficou em 84% e no setor de serviços 77% obtiveram ganho real.
Os trabalhadores da região Nordeste foram os que mais conquistaram reajustes acima da inflação. Chegou a 84,5% o percentual de negociações com ganho real na região. O percentual sobe para 97,5% quando são adicionados os que conseguiram a reposição da inflação.
Mas a recuperação salarial não se limitou a isso. Em artigo, assinado em janeiro, abordei a questão do salário mínimo que obteve um aumento de 16,67%, passando de R$ 300,00 para 350,00. Segundo o Dieese, houve um aumento real de 13% para as pessoas que têm rendimentos vinculados ao salário mínimo (40 milhões de trabalhadores, aposentados, pensionistas e beneficiários da assistência social em todo o país). Também o melhor resultado em 25 anos, conquistado por meio de uma ampla e democrática negociação do presidente Lula com todas as centrais sindicais.
Com o Brasil cada vez mais sólido e em desenvolvimento, bons indicadores da economia, queda dos juros e expansão do crédito, as perspectivas são de continuidade dessa trajetória. Porque não adianta apenas crescer. É preciso distribuir renda e continuar gerando cada vez mais empregos no país.
Compartilhe