Onde está a grande obra?
Em 1881 a campanha pela libertação dos escravos era intensa. No Ceará, José do Patrocínio encontrou numerosos partidários, os quais fundaram a Sociedade Libertadora Cearense. Devia, conforme seu programa, libertar cativos por todos os meios ao seu alcance.
Em janeiro de 1881 se anunciou um embarque de escravos, para o sul, de cerca de trinta pessoas entre homens, mulheres e crianças.
Preparada a carga humana, os senhores solicitaram o serviço dos jangadeiros, pois naquela época os navios ancoravam afastados da costa, por conseguinte, o transporte até eles era feito em jangadas.
Na ocasião os jangadeiros se revoltaram e decidiram que não conduziriam os negros. Os senhores fizeram de tudo para obrigá-los, mas nada conseguiu vencê-los.
Os jangadeiros eram dirigidos por Francisco José do Nascimento, antigo jangadeiro que trabalhava como prático do porto. Ele falando pelos demais jangadeiros disse: ´´Neste Porto não mais embarcarão nem desembaraçarão escravos“. Foi perseguido pelo governo, demitido pelos poderosos, mas não cedeu nunca. Por sua bravura ganhou o apelido de Dragão do Mar.
A declaração da Independência do Congresso de Filadélfia, de quatro de junho de 1776 consagrou o direito à liberdade em uma bela página que diz: ´´Sustentamos como verdade evidente que todos os homens nascem iguais; que a todos o Criador confere certos direitos inalienáveis entre os quais estão a vida e a liberdade e, em conseqüência, a felicidade; para assegurar estes direitos os homens constituem governos cujos poderes derivam do consentimento dos governados; que sempre que uma forma de governo tenda a chocar-se com esses objetivos, o povo tem o direito de reformá-la e aboli-la, e instituir um novo governo que se identifique com os referidos princípios e organize seus poderes na forma que, a seu juízo, garanta melhor sua segurança e felicidade“.
Pois bem, o povo revolucionário da ´´Terra da Luz“, por várias ocasiões lutou determinadamente para garantir sua segurança e felicidade. Em 2004, os trabalhadores e especialmente o povo sofrido da periferia de Fortaleza disse SIM a felicidades; naquela ocasião a arma foi o voto que elegeu a então candidata Luizianne Lins para governar a cidade rebelde do velho Dragão do Mar.
Na administração da prefeita Luizianne Lins os professores conquistaram o tão sonhado Plano de Cargos e Carreiras além, da redução drástica do tempo de serviço para a obtenção da incorporação dos aditivos. Se na época da administração Juraci era essa a principal bandeira, hoje, nem se fala em aditivos. As crianças ganharam farda, livros, mochilas e até sapatos, a merenda escola ninguém roubou. Parece um sonho!
Os postos de saúde foram reformados, médicos foram contratados e por incrível que pareça a prefeita Luizianne criou um vasto programa de saúde bucal, saindo de zero para alcançar trezentas equipes. Os ricos não precisam, tem dentes perfeitos, podem pagar caro por esse serviço. Ainda na área da saúde a prefeita contratou aproximadamente dois mil agentes de saúde e está construindo o hospital da mulher.
Logo no início do governo a população foi surpreendida ao receber e incomensurável poder de por si, só, determinar que tipo de obra seria realizada em seu bairro ou região. Era o Orçamento Participativo na prática, era o poder nas mãos do povo, era a democracia plena e direta, era uma chama de luz a iluminar os caminhos da Fortaleza Bela.
Com relação à moradia foram construídas vinte mil casas populares, recorde nos últimos vinte anos.
Outra categoria que através de sua luta obteve importante vitória foram os comerciários, agora mesmo tiveram a aprovação de um projeto de autoria da prefeita que permite a regulamentação do comercio de Fortaleza.
Não quero que esse artigo seja tão grande, por isso vou falar apenas de uma conquista a mais; refiro-me ao transporte coletivo, faz três anos e seis meses que não há um só centavo de reajuste nas passagens de ônibus, este é um fato inédito nunca vista na capital rebelde da ´´Terra da Luz“. Esta é uma conquista direta do povo pobre, daquele povo que anda de ônibus no intento de ganhar o pão de cada dia, e que antes um pedacinho desse pão era suprimido a cada dois meses para pagar o aumento do transporte. Com certeza o senhor Tasso Jereissati e os seus candidatos não sabem o sofrimento de quem precisa andar de ônibus, porque eles não precisam andar de transporte coletivo, eles andam em carros importados.
O povo rebelde e revolucionário de Fortaleza disse não aos poderosos, as grandes obras e as propinas delas derivadas e, abraçou a maior de todas as obras, a social, aquela que chega na casa de todos promovendo o bem estar e a vida.
O povo de Fortaleza vai em frente porque deseja ser feliz.
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