O eleitor e a enganação (I)

30/08/2006 O eleitor e a enganação (I)

Confirmando as previsões pré-eleitorais, as disputas para o governo do estado e para o senado estão consolidadas numa situação de polarização, pois não sinais efetivos do crescimento de outras candidaturas que possam abalar as posições de Cid (PSB) e Lúcio (PSDB) para governador ou de Inácio (PC do B) e Moroni (PFL) para senador.

Do ponto de vista político e ideológico Cid (PSB) e Inácio (PC do B) se articulam no campo das forças progressistas, populares e socialistas cearenses que apóiam a candidatura do Presidente Lula (PT), enquanto os outros dois catalisam as forças conservadoras e reacionárias que se agregam em torno da candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB).

Para além das posturas ideológicas, Cid e Inácio não deixam qualquer dúvida de que Lula (PT) é o candidato deles à presidência da república. Lúcio (PSDB) e Moroni (PFL), ao contrário, escondem que Geraldo Alckmin é seu candidato e representa a continuidade do governo de Fernando Henrique Cardoso. Dessa forma, Lúcio e Moroni pretendem se eleger enganando o eleitor. Querem se livrar de Geraldo porque mais de 70% do eleitorado cearense vota Lula, segundo as pesquisas de opinião. Buscam apresentarem-se como candidatos avulsos, descomprometidos com qualquer dos projetos políticos em disputa, sem partidos e sem candidato a Presidente da República. Essa postura é a expressão mais cristalina do oportunismo, cuja tendência é ser reproduzida de forma danosa se, por ventura, forem eleitos.

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