BOM DIA, SALETE!
A derrocada das experiências ditas socialistas fez a festa dos “Fukuyamas” de plantão: não há saída para além do capital, as desigualdades sociais e econômicas são fatos inevitáveis e o Estado social acabou. É o fim da história! Viva o neoliberalismo, a globalização e o mercado! E qual o resultado benéfico para a população mundial? Os pobres cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos.
No Brasil, as crises – reais e imaginárias – do Governo Lula e do PT têm sido a nova motivação para os hipócritas e os cínicos usarem e abusarem da perversidade, da futilidade e da ameaça (alô, Hirschman!). Os donos do poder e os seus bajuladores, com seus sorrisos fáceis, indignações falsas e argumentações superficiais e desonestas disseminam uma “cultura reacionária” calcada no imobilismo e na desesperança do tipo: “nada vai mudar!”, “foi sempre assim!”, “eu não avisei?”, “não existem direita e esquerda!” etc. Que belo!
Os ideais e as lutas históricas por uma sociedade justa, igualitária, livre e feliz não podem ser reduzidos aos erros e equívocos cometidos por governos, partidos ou instituições. A luta pela efetivação das diferentes dimensões dos direitos humanos é a chama que incendeia o gosto pela utopia, o dissenso humanista e a esperança pela emancipação.
E isso ocorre nos locais mais áridos e mesmo diante de nefastas perseguições, como as que sofrem a Profa. Salete Maria, coordenadora do curso de Especialização em Direitos Humanos da URCA. Junto com a Associação de Defesa e Apoio à Cidadania dos Homossexuais e o Grupo pela Livre Orientação Sexual no Cariri, ela vem azucrinando os “poderosos” locais e reafirmando o respeito à diversidade e a dignidade humana na região. O 1º Colóquio de Direitos Humanos do Cariri, hoje e amanhã, no Centro de Convenções de Juazeiro do Norte, é um exemplo.
Compartilhe