Crescimento da atividade industrial é o maior desde 2003, mostra CNI

04/08/2008 Crescimento da atividade industrial é o maior desde 2003, mostra CNI

As horas trabalhadas na produção industrial no primeiro semestre deste ano, indicador que revela o nível de atividade da indústria, cresceram 5,9% nos seis primeiros meses deste ano, informou nesta segunda-feira (4) a Confederação Nacional da Indústria. Em junho, o aumento foi de 1,5%.

“O ano de 2008 é o de maior dinamismo da atividade industrial desde 2003. O ritmo de crescimento para um primeiro semestre é o maior em cinco anos, superando a taxa de expansão de 5,7% registrada no primeiro semestre de 2004”, informou a CNI em nota à imprensa.

Faturamento da indústria
O faturamento da indústria, segundo a CNI, cresceu expressivos 8,4% no primeiro semestre deste ano, também a maior taxa desde 2003, quando tem início a série histórica da entidade. Em junho, o crescimento dessazonalizado (após ajuste para eliminar variação de dias úteis) foi de 2%.

Segundo Paulo Mol, economista da CNI, o dinamismo da atividade industrial, e seu reflexo no faturamento da indústria, foi “muito forte” nos seis primeiros meses deste ano.

“O que está de fato sustentando o dinamismo a atividade industrial é o mercado interno. Tem de um lado a massa de salários que cresce de maneira importante e, de outro lado, os gastos do governo ainda fortes, mesmo que apresentem um ritmo de expansão menor. Tem também o crédito, cuja expansão se mantém. Crédito e renda em alta fazem com que o mercado doméstico se expanda e com que a produção industrial acompanhe o aumento da demanda [procura por produtos e serviços]”, avaliou Mol.

Emprego industrial
O emprego industrial, por sua vez, também teve elevação no primeiro semestre. O aumento foi de 4,4% no período, o maior desde o primeiro semestre de 2005 (+5,4%). Em junho, o aumento foi de 0,5%. “A regularidade da expansão do emprego é um ponto a se destacar: o emprego cresce de forma continuada, nessa base de comparação, desde dezembro de 2005. A regularidade também se aplica ao ritmo de crescimento, que se mantém em torno de 4% ao ano há quase um ano”, informou a CNI.

Uso do parque fabril
O nível de utilização da capacidade instalada, indicador que é olhado com atenção pelo Banco Central na definição da taxa básica de juros, bateu novo recorde em junho deste ano, ao somar 83,3%. Em maio de 2008, estava em 82,5% e, em junho do ano passado, em 82,2%. Quando sobe o nível de uso do parque fabril brasileiro, aumentam as preocupações de que pode haver aumentos de preços devido à forte procura por produtos e serviços.

“Preocupação não existe. Mas a utilização da capacidade instalada está em um nível próximo de 83% desde setembro do ano passado. Nos últimos dois meses houve volatilidade [forte variação]. Entretanto, quando se olha a média móvel trimestral, que foi 83%, que é exatamente a média do primeiro trimestre deste ano e do quarto trimestre do ano passado.

Está alta em padrões históricos, da mesma forma como estava nos últimos nove meses. É um dado positivo, porque o empresário só vai se sentir estimulado a investir quando o uso do parque fabril estiver alto”, disse Paulo Mol, da CNI.

Fonte: Site do PT Nacional

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