Lula defende integração regional e respeito ao meio ambiente

15/05/2007 Lula defende integração regional e respeito ao meio ambiente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesta segunda-feira (14) a integração energética entre os países da América do Sul como forma de resolver boa parte dos problemas que os países enfrentam nessa área.

“Se fizermos uma ligação via linha de transmissão no nosso continente, possivelmente estaremos resolvendo grande parte do problema de energia que pode se apresentar pra gente nos próximos 15 ou 20 anos”, afirmou o presidente durante a inauguração de uma fábrica de equipamentos para energia elétrica em Jundiaí (SP).

Em seu discurso, Lula comparou o potencial hidráulico da América do Sul com a energia gerada em barris de petróleo. Segundo ele, a energia das águas sul-americanas corresponde à quase totalidade das reservas mundiais de petróleo.

Meio ambiente

O presidente também falou sobre a importância da construção de usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia. “Essas obras precisam sair porque o Brasil precisa delas, e vão sair com uma responsabilidade de um país que quer crescer economicamente”, disse.

Lula afirmou que, para a construção, serão observadas as regras ambientais. “Construir uma megahidrelétrica dessa precisa ter duas responsabilidades. Uma em fazê-la, mas outra responsabilidade em fazê-la respeitando todas as regras do meio ambiente”.

Segundo Lula, para a economia crescer no ritmo esperado e desejado o país precisa produzir energia suficiente para o abastecimento nos próximos cinco anos.

“Se a economia vai crescer o que eu sonho, o que eu desejo e que eu sei todo mundo quer, 5%, acima de 5% ou uma média de 5%, nós precisamos a cada ano produzir cinco anos para frente a energia que vamos consumir para podermos gerar tranqüilidade nos investidores brasileiros”.

O governo federal quer construir no rio Madeira, em Rondônia, duas hidrelétricas (Jirau e Santo Antônio), com 6.450 megawatts no total – aproximadamente metade da potência de Itaipu, a usina mais potente do país. A obra está incluída no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e depende da concessão de licença prévia pelo Ibama.

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