Poupança do Brasil cresce em maio com recorde importante: crescimento bilionário do investimento
Volume total do valor aplicado voltou a crescer após meses de queda
Fonte: Revista Fórum
Foto: Foto: Ricardo Stuckert/PR
A caderneta de poupança registrou entrada líquida de recursos em maio e interrompeu uma sequência de saques líquidos observada desde o início de 2026.
Dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (9) mostram que os depósitos superaram as retiradas em R$ 2,6 bilhões no mês.
O resultado marcou o primeiro saldo positivo da modalidade neste ano. Com isso, o volume total aplicado na poupança voltou a crescer, passando de R$ 1 trilhão em abril para R$ 1,01 trilhão ao fim de maio.
A recuperação ocorreu no mesmo período em que começou a segunda fase do programa Desenrola, voltado à renegociação de dívidas de pessoas físicas.
Apesar do desempenho positivo em maio, o saldo acumulado da poupança em 2026 permanece negativo.
Entre janeiro e maio, os brasileiros retiraram da modalidade um volume superior ao aplicado, resultando em uma captação líquida negativa de R$ 39,1 bilhões no acumulado do ano.
O movimento ocorreu em meio ao elevado nível de endividamento das famílias, cenário que levou parte dos poupadores a utilizar recursos guardados para quitar compromissos financeiros ou reforçar o orçamento doméstico.
A poupança também enfrenta concorrência crescente de outros investimentos disponíveis no mercado financeiro. O atual patamar da taxa básica de juros contribui para reduzir a competitividade da aplicação, cuja remuneração segue limitada pelas regras em vigor.
Quando a taxa Selic permanece acima de 8,5% ao ano, a rentabilidade da caderneta corresponde a 0,5% ao mês acrescida da Taxa Referencial (TR). Atualmente, com a Selic em 14,5% ao ano, diversas alternativas de renda fixa oferecem retornos mais elevados.
Nesse cenário, produtos atrelados ao CDI, títulos públicos e instrumentos privados de renda fixa passaram a atrair parte dos investidores que buscam maior rentabilidade mantendo níveis considerados moderados de risco.
Além disso, o desempenho do mercado acionário brasileiro também influencia a destinação dos recursos. Em 2025, o Ibovespa acumulou valorização de 34%, registrando o melhor resultado anual desde 2016.
A trajetória positiva continuou em 2026. Até o momento, o principal índice da Bolsa brasileira apresenta alta acumulada de 4,5%, impulsionada pelo aumento do interesse de investidores por ativos nacionais.
No mercado cambial, o movimento foi inverso. O dólar acumula desvalorização de 5,6% frente ao real neste ano, acompanhando o cenário de fortalecimento dos ativos financeiros brasileiros observado nos primeiros meses de 2026.
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