Renda mensal das famílias brasileiras atinge recorde em 2025
Pesquisa indica aumento de 6,9% em relação a 2024, já descontada a inflação do período. Renda média chegou a R$2.264 por pessoa
O rendimento médio mensal das famílias brasileiras aumentou, nos últimos quatro anos, e chegou a R$ 2.264 por pessoa em 2025. O resultado reflete os esforços do Governo Lula, que ampliou o acesso da população a programas de transferência de renda, garantiu o poder de compra do salário mínimo, investiu na reforma da renda ao isentar de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil, realizou medidas de controle a inflação e implementou políticas públicas para diminuir o desemprego.
Os dados são da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento real da renda contabilizado no ano passado, já descontada a inflação, foi de 6,9% em relação a 2024. Esse é o maior valor já apurado pela Pnad, iniciada em 2012. Além disso, há quatro anos seguidos, o rendimento dos domicílios experimentam alta.
O analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes, explica que a queda do desemprego tem peso “muito grande” no aumento da renda das famílias. “O valor foi puxado, em boa parte, pelo rendimento do trabalho”, associa. O especialista menciona ainda a política de valorização do salário mínimo, compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os trabalhadores do país.
Segue abaixo o crescimento da renda média mensal das famílias brasileiras. Além de salários e bônus, entram na conta aposentadoria, pensão alimentícia, benefício social, bolsa de estudo, seguro-desemprego, aluguel e aplicações financeiras, por exemplo.
– 2019: R$ 1.904 (pré-pandemia)
– 2020: R$ 1.802
– 2021: R$ 1.692
– 2022: R$ 1.809
– 2023: R$ 2.018
– 2024: R$ 2.118
– 2025: R$ 2.264 (recorde)
Renda Individual
O ano de 2025 foi marcado pelo recorde no valor dos rendimentos individuais dos brasileiros, tanto os de origem no trabalho quanto os de outras fontes. No período, o rendimento médio mensal do trabalho ficou em R$ 3.560, alta de 5,7% acima da inflação na comparação com 2024 (R$ 3.208). Quando se leva em conta todos os tipos de rendimentos, a média mensal marca R$ 3.367, expansão de 5,4% em relação ao ano anterior.
No período analisado, o Brasil tinha 212,7 milhões de pessoas, sendo 143 milhões com algum tipo de rendimento, o que representa 67,2% da população. É o maior nível já registrado, superando o recorde contabilizado em 2024: 140 milhões e 66,3%, respectivamente.
A parcela de brasileiros com rendimento do trabalho alcançou 47,8% da população, e dos que receberam alguma outra fonte, 27,1%. As duas marcas são recorde.
Os brasileiros beneficiados por programas sociais do Governo Federal, como o Bolsa Família, por exemplo, eram 9,1% em 2025, levemente abaixo do ano anterior (9,2%), mas acima do observado no período pré-pandemia. Em 2019, 6,3% recebiam benefícios.
Dados por região
A pesquisa também avaliou os estados da Federação. O Distrito Federal (DF) lidera o ranking do rendimento domiciliar per capita, seguido por São Paulo e Rio Grande do Sul. Nas piores posições, aparecem Ceará (R$ 1.379), Acre (R$ 1.372) e Maranhão (R$ 1.231). Por região, o maior valor foi observado no Sul (R$ 2.734), seguido do Centro-Oeste (R$ 2.712) e do Sudeste (R$ 2.669). Os menores rendimentos são do Nordeste (R$ 1.470) e do Norte (R$ 1.558). Veja os seis primeiros da lista:
– Distrito Federal: R$ 4.401
– São Paulo: R$ 2.862
– Rio Grande do Sul: R$ 2.772
– Santa Catarina: R$ 2.752
– Rio de Janeiro: R$ 2.732
– Paraná: R$ 2.687
Desigualdades sociais
A Pnad constatou que as desigualdades sociais do país apresentam queda desde que Lula assumiu a Presidência, em 2023. De acordo com a pesquisa, em 2025, o grupo formado pelos 10% mais ricos da população brasileira teve rendimento médio mensal de R$ 9.117 por pessoa. Esse valor é 13,8 vezes maior que o recebido pelos 40% mais pobres. Para essa parcela da população, o rendimento mensal foi R$ 663.

No ano anterior, essa relação entre os mais pobres e os mais ricos estava em 13,2 vezes. Apesar do ligeiro aumento, o índice de 2025 é o segundo menor de uma série histórica iniciada em 2012. A pesquisa aponta que a diferença aumentou de 2024 para 2025, porque o rendimento dos 10% mais ricos subiu 8,7%, já descontada a inflação. Em contrapartida, a alta do grupo dos 40% mais pobres ficou em 4,7%.
– 2019: 16,9 vezes
– 2020: 14,8 vezes
– 2021: 17,0 vezes
– 2022: 14,3 vezes
– 2023: 14,3 vezes
– 2024: 13,2 vezes
– 2025: 13,8 vezes
Da Rede PT de Comunicação, com informações da Agência Brasil e do IBGE.
Fonte: PT Nacional
Foto: Reprodução
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