Bandeira petista, fim da Jornada 6×1 avança no Congresso
Senadores do PT destacam importância da mudança para a dignidade dos trabalhadores e suas famílias
Bandeira histórica do PT, a luta por dignidade e pela humanização das relações de trabalho alcançou um marco decisivo na última semana. Em uma vitória significativa para a classe trabalhadora, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada 6×1. O avanço só foi possível devido à mobilização social intensa e de uma luta histórica do Partido dos Trabalhadores (PT), que há décadas pauta a redução da jornada sem redução salarial como pilar do desenvolvimento social.
Com o aval da CCJ, o texto segue agora para uma comissão especial, onde o mérito da proposta será debatido em profundidade antes de seguir para o Plenário. O cenário atual é de convergência, com três frentes de atuação: as PECs da Câmara, a PEC 148/2015 no Senado e o projeto de lei enviado recentemente pelo Governo Federal.
Para o senador Paulo Paim (PT-RS), expoente histórico das causas trabalhistas, a decisão da CCJ é “importantíssima” e sinaliza um esforço conjunto. “São três linhas de frente com um único objetivo: melhorar a qualidade de vida das pessoas, gerar emprego e fortalecer o desenvolvimento do país”, destacou o parlamentar, lembrando que, no Senado, a proposta correspondente já está pronta para votação em Plenário.
O debate sobre o fim da escala 6×1 não é apenas econômico, mas humano. A exaustão provocada por seis dias consecutivos de trabalho tem sido apontada como um fator de adoecimento mental e físico. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) reforça que esta é uma demanda antiga que ganha novos contornos com a modernização das profissões.
“O fim da jornada 6×1 é uma luta histórica dos trabalhadores brasileiros, que precisam de mais dignidade e tempo com suas famílias. Esse avanço mostra que o Congresso está atento às mudanças do mundo do trabalho”, afirmou Carvalho.
A senadora Teresa Leitão (PE), líder do PT no Senado, traz um aspecto fundamental para a discussão: o impacto sobre as mulheres, que frequentemente enfrentam duplas ou triplas jornadas. “Para nós mulheres isso é mais crucial. Com um único dia de folga para organizar a faxina, lavar roupa e acompanhar a escola dos filhos, não sobra espaço para o lazer e convívio familiar”, alertou a senadora, pontuando ainda que a tranquilidade mental é, na verdade, um motor de produtividade.
Apesar do otimismo, as lideranças governistas alertam para a necessidade de vigilância. O senador Humberto Costa (PT-PE) celebrou o passo dado na CCJ, mas não poupou críticas à oposição, personificada por setores que resistem à mudança. “A luta não acabou. Precisamos seguir mobilizados para que não haja retrocessos”, disse o senador, criticando posturas que priorizam a exploração em detrimento da saúde do trabalhador.
No mesmo sentido, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), reiterou o compromisso com o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. “É um passo importante para garantir mais equilíbrio para milhões de brasileiros. Seguirei trabalhando para que essa mudança aconteça”, declarou. A expectativa é que a comissão especial inicie os trabalhos imediatamente, aproveitando a janela de oportunidade aberta pelo apoio do Governo Federal e pela pressão popular que avançou especialmente nas últimas semanas.
Fonte: PT
Foto: Reprodução
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