Brasil gerou 148 mil empregos com carteira assinada em fevereiro
O Brasil gerou 148.019 empregos com carteira assinada no mês de fevereiro, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (27/03) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Na comparação com janeiro, isso significa um aumento de 0,53%. É o segundo melhor resultado para o mês de fevereiro na série histórica da pesquisa, iniciada em 1992. Só perde para o mesmo mês do ano passado, quando foram geradas 176.632 vagas formais. Nos últimos 12 meses, 1.218.925 empregos foram gerados.
O total de empregos criados em janeiro e fevereiro deste ano equivale ao segundo melhor desempenho da série histórica do Caged, iniciada em 1992. Somente no bimestre de 2006 o número foi maior: 263.248 vagas abertas.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, destacou a evolução da indústria de transformação, que, no mês, gerou 30.792 postos, resultado que só fica atrás ao verificado em fevereiro de 2004 (38.086 novos postos).
“Vamos trabalhar e torcer para que se transforme numa tendência, porque em 2004, foi o ano com o melhor índice de crescimento. E foi exatamente a indústria de transformação que puxou o crescimento em 2004. Com os investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), certamente a construção civil ajudará bastante. Com a tendência apontada de saída de crise do setor de agricultura, e se a indústria de transformação for bem, podemos dizer que teremos um ano bastante razoável, comparado com 2005 e 2006”, explicou Marinho.
Crescimento geral
Todos os setores da economia apresentaram desempenho positivo e, em termos geográficos, o Sudeste foi a região com maior expansão de postos de trabalho.
Entre os setores com maior geração de empregos, o destaque é o de serviços, que criou 62.828 novos postos em fevereiro. A expansão é atribuída a fatores sazonais, como o início do ciclo escolar, e a atividades ligadas ao turismo, especialmente os serviços de alojamento e alimentação.
Em seguida vem a indústria de transformação, responsável pela geração de 30.792 empregos. Os ramos que sobressaíram foram os da borracha (+ 6.440 postos), da metalurgia (+5.625 postos), o têxtil (+ 4.957 postos) e o de calçados (+4.157 postos). O resultado do setor é o segundo maior do período, abaixo apenas do de fevereiro de 2004 (+ 38.086 postos).
A Agropecuária gerou 21.973 novos empregos, número só superado em fevereiro de 2006 (+ 24.360 postos). Para Marinho, isso indica uma recuperação do setor, que passou por uma crise em 2005 e, desde o ano passado, vem se destacando na geração de postos de trabalho. O saldo de fevereiro de 2007 é alavancado pelas atividades relacionadas ao cultivo da cana de açúcar, indústria sucroalcooleira e outros produtos da lavoura permanente, como maçã, maracujá e banana, no Centro-Sul do país.
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