Lula lança plano para reduzir Aids entre mulheres e pede fim da hipocrisia

08/03/2007 Lula lança plano para reduzir Aids entre mulheres e pede fim da hipocrisia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta quarta-feira (07/03) o Plano de Enfrentamento da Feminização da Aids e outras DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), que visa ampliar a distribuição de preservativos femininos de 4 milhões, neste ano, para 10 milhões em 2008. O evento, realizado no Rio de Janeiro, integra a programação do Dia Internacional da Mulher, que será celebrado hoje (8).

Lula pediu o fim da hipocrisia na sociedade em relação ao tema. “Esse Dia Internacional da Mulher é um alerta para todos nós: vamos fazer um combate à hipocrisia neste país. Preservativo tem que ser doado e ensinado como usar. Sexo tem que ser feito e ensinado como fazer. Somente assim nós seremos um país livre da Aids e de outras doenças infecciosas.”

O plano também tem como meta duplicar a realização de testes anti-HIV de 35% para 70% e eliminar a sífilis congênita (quando a doença passa da mãe para filho durante a gravidez).

Dados do Ministério da Saúde mostram que, de 1995 a 2005, a infecção por HIV entre a população feminina cresceu 44%. A mulher se torna mais vulnerável por vários aspectos, que vão desde a dificuldade em negociar o uso de preservativo com o homem na relação sexual até a ocorrência de violência sexual doméstica, conforme o ministério.

Lula informou que assinou uma medida provisória, ontem, indicando a primeira mulher para ser ministra no Superior Tribunal Militar brasileiro, a ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha.

“Falta muito para a mulher conquistar ainda e falta muito para que os homens avancem na compreensão do papel das mulheres, porque o problema nosso não é de instrumentos legais, porque a nossa Constituição é muito bem feita e garante os direitos às mulheres”, disse.

Para a ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Nilcéa Freire, a redução das desigualdades entre homens e mulheres e o combate à pobreza são fundamentais para conter a contaminação das brasileiras pelo vírus HIV. Para ela, o Plano de Enfrentamento da Feminização da Aids e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis, lançado nesta manhã, vai contribuir para melhoria na qualidade de vida da população feminina no país.

“A feminização da aids se acentua onde mais se acentuam as diferenças entre os gêneros e a pobreza. Depois de 20 anos da epidemia, esses continuam sendo os principais fatores da contaminação”, disse.

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