Cid Gomes vai a Brasília em busca de recursos

17/01/2007 Cid Gomes vai a Brasília em busca de recursos

Cid Gomes (PSB) realizou terça-feira (16/01) sua primeira visita ao Canal da Integração como governador. Durante a vistoria, o coordenador de acompanhamento das obras, Carlos Asfor, informou que serão necessários cerca de R$ 17,6 milhões para a recuperação dos danos causados pela paralisação, bem como para evitar novos prejuízos.

No local, Cid teve uma reunião com representantes do consórcio de empresas responsáveis pela obra, dirigentes de empresas que supervisionam as ações, o secretário de Recursos Hídricos, César Pinheiro, e técnicos da Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra).

Deste encontro, Cid solicitou aos presentes a entrega de um relatório, para a próxima sexta-feira, sobre a capacidade e recursos disponíveis das para as ações emergenciais, de modo a não causar prejuízos ao que já foi feito.

O governador segue hoje para Brasília, onde pretende se reunir com dirigentes do Banco Mundial (BIRD). O objetivo é agilizar o recebimento de, pelo menos, R$ 17 milhões necessários para recuperar parte da obra que ficou comprometida após a paralisação, ocorrida no ano passado, ainda na gestão Lúcio Alcântara (PSDB).

Inspeção

Ao chegar de helicóptero no canteiro de obras, Cid Gomes esteve acompanhado do Secretário de Recursos Hídricos, César Pinheiro. Ambos foram ver a apresentação, em data-show, do coordenador de acompanhamento das obras, Carlos Asfor.

Asfor fez uma apresentação geral da situação atual do canal, mostrando números do que já foi gasto com a obra e do que ainda falta para ser concluído. Dos cinco trechos que tem a construção, Lúcio Alcântara concluiu um e deixou o segundo e terceiro com 68,8% e 58,7% em término, respectivamente.

O coordenador de obras também apresentou uma planilha com os gastos previstos para a obra neste ano. De recursos do Banco Mundial (BIRD), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estão sendo destinados R$ 84,8 milhões.

Do Orçamento Geral do Estado estão previstos R$ 38 milhões. De recursos suplementares do mesmo, mais R$ 32,7 milhões. Está em fase de negociação com a Caixa Econômica Federal (CEF) e Ministério da Integração Nacional mais R$ 50 milhões para dar mais agilidade à obra.

Além de mostrar os recursos previstos, Asfor citou os principais problemas que ocorreram e que ainda poderão acontecer nos trechos II e III (ainda em construção), caso a obra continue paralisada. Dentre eles estão o comprometimento do revestimento da seção hidráulica do Canal, com a vinda das chuvas, o encurralamento de valas e bueiros e o desgaste dos tubos com a exposição às intempéries.

Retomada

Antes de visitar, avaliar e levantar os pontos mais críticos da obra, o governador conversou com os jornalistas explicando que vai definir um cronograma com estratégias para enfrentar e minimizar os atuais problemas e os que poderão ser causados pela estação chuvosa na obra.

´A intenção do governo é de minimizar os prejuízos em uma obra que está parada desde outubro. A obra, repito, ela é importante, pois vai assegurar a água de beber em Fortaleza e Região Metropolitana por 30 anos, portanto, fundamental´, disse Cid, ao destacar que serão necessários R$ 280 milhões para a conclusão dos dois trechos em construção. O governador pretende reiniciar as obras em fevereiro.

OBRAS
R$ 17,6 milhões. Este é o valor necessário para recuperar trechos da obra prejudicados e evitar maiores danos. Para tal atividade, serão demandados de 60 a 70 dias, segundo Carlos Asfor.

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