Garcia: debate deu base de credibilidade para segundo governo Lula
O coordenador da campanha de Lula à reeleição e presidente interino do PT, Marco Aurélio Garcia, avaliou o debate entre os candidatos presidenciais na TV Bandeirantes, ocorrido neste domingo (8). Para ele, o debate permitiu ao presidente explorar suas idéias, apesar do adversário tucano ter se mantido “monotemático”.
“Lula se apresenta nesta eleição, não somente com idéias e programa, mas com um conjunto de realizações que acreditamos seja a base de credibilidade para segundo mandato”, analisou, logo após o encerramento, ainda na TV Bandeirantes.
Garcia acrescentou também que o debate deu a “embocadura” necessária para o segundo turno. “O debate serviu como introdução para a campanha eleitoral de segundo turno”, afirmou.
Garcia relativizou as primeiras impressões sobre o debate. Para ele, são os milhões que assistiram o programa que devem dizer quem teve melhor desempenho. O dirigente petista afirmou que Geraldo Alckmin (PSDB) lhe pareceu estar “um pouco fora do seu normal, programado para uma atitude mais agressiva, que nem corresponde a sua personalidade”.
Monotemático
Garcia lamentou, no entanto, que tenham ficado “muitos temas pendentes”. Segundo ele, os temas programáticos, de maneira geral, apareceram de forma muito tangencial. “Como o candidato tinha uma orientação de seus assessores de ser quase monotemático, subordinar todos os assuntos às questões de ética, isso fracionou sua visão sobre os problemas de natureza mais programática”, criticou.
Entre os temas pendentes, Garcia mencionou questões que mereciam uma avaliação mais clara, como as propostas para o crescimento econômico. Embora todos queiram o desenvolvimento e crescimento da economia brasileira mais acelerado, seria preciso ter debater as propostas de cada um para isso. “Nós temos nossas explicações para as limitações do crescimento que se teve. Todos sabemos que temos que manter o rigor fiscal, mas há formas de implementar essa política de rigor fiscal”, afirmou.
O tema do “rigor fiscal”, muito presente no discurso tucano, é visto com preocupação pela campanha. “A nosso juízo, há um risco Alckmin, efetivamente, no país. Esse risco significa uma política extremamente ortodoxa que venha não só impedir o desenvolvimento das políticas sociais como não lograr a estabilidade necessária e, sobretudo, minimizar o crescimento”, alertou o petista.
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