Em 2005, Brasil criou 1,8 milhão de empregos; massa salarial cresceu 8%
Os números constam da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), divulgada nesta quarta-feira (27) pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho.
O cruzamento entre os dados da Rais, da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) e do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), indica que, em 3 anos e meio, o governo Lula criou 7,6 milhões de empregos formais e informais.
Ao mesmo tempo, ainda de acordo com a Rais, a massa salarial apresentou crescimento real de 8,09% no ano passado, enquanto o valor médio dos salários pagos subiu 2,14%.
Apesar de o rendimento médio dos homens ter se mantido à frente do recebido pelas mulheres, a diferença diminuiu em 2005. Segundo a Rais, no ano passado, o rendimento médio feminino teve aumento real de 2,95%, contra um ganho real de 1,8% nos salários dos homens.
“Isso se explica principalmente pelo maior acesso das mulheres a cargos de chefia”, afirmou Marinho. Para os trabalhadores em geral, o salário médio real passou de R$ 1.112,06 em dezembro de 2004 para R$ 1.135,35 em dezembro do ano passado.
Empregos
Do total de empregos gerados em 2005, 1,474 milhão de contratações ocorreram com carteira assinada, obedecendo à CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e outros 357 mil tornaram-se servidores públicos por concurso ou militares.
Marinho comemorou o saldo afirmando que ao longo do período de 2003 a 2005 foram gerados no País 4,555 milhões de novos postos formais.
“O crescimento da economia contínuo e do consumo das famílias acaba repercutindo em maior necessidade de empregos”, afirmou o ministro.
De acordo com os dados da Rais, no ano passado, os setores que mais contribuíram para geração de novos empregos formais foram serviços (609,5 mil postos), administração pública (444,1 mil vagas), comércio (417,9 mil) e indústria de transformação (206,6 mil).
Serviço público
Em 2005, foram criados 444.135 novos empregos formais na administração pública do País, considerando União, Estados e municípios. De acordo com os dados, a maior parte – 337 mil – foi criada pelos municípios.
Os dados refletem contratações feitas tanto por concurso (regime estatutário) quanto com carteira assinada (regime celetista). O restante foi criado em órgãos da União e dos Estados.
Marinho justificou a elevação de contratações pelos governos afirmando que havia necessidade de recompor a máquina administrativa.
“O Estado brasileiro passou nos últimos anos por uma fase de quase destruição e tivemos que reaparelhá-lo”, afirmou, acrescentando que não considera grande o tamanho do Estado, “mas do tamanho que é possível estar”.
Segundo a Rais, que representa um censo do mercado formal de trabalho, em 2005 os estados da federação que mais se destacaram na geração de novas vagas de trabalho com carteira assinada foram São Paulo (487,6 mil postos), Minas Gerais (259,8 mil), Bahia (138,7 mil) e Rio de Janeiro (131,6 mil).
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