Emprego cresce pelo 8º mês seguido e chega a 1,2 milhão de postos em 2006

19/09/2006 Emprego cresce pelo 8º mês seguido e chega a 1,2 milhão de postos em 2006

De acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), foram gerados em agosto 128.915 postos de trabalho.

De janeiro a agosto de 2006, o número de empregos celetistas chegou a 1.207.070. O saldo é bem próximo ao ocorrido no mesmo período do ano passado: 1.219.234.

Durante a divulgação dos dados, nesta segunda-feira (18), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que o Brasil criou a base para ingressar num período de crescimento sustentável, conjugado a políticas sociais.

“Reduzimos nossa dependência externa, o que nos ajuda a ter uma boa expectativa. É preciso dar seqüência ao processo de redução de juros para sermos capazes de levar o país, em 2007, aos esperados 5% de crescimento. Para isso, temos que investir em infra-estrutura de modo a expandir a capacidade de produção e a geração de emprego e renda, sempre com investimento social”, concluiu.

Em agosto, quase todos os setores mostraram expansão no emprego. O de melhor desempenho foi o de Serviços, com a geração de 64.668 postos de trabalho. Em seguida, estão o comércio, com a abertura de 30.192 vagas, e a indústria de transformação, com geração de 28.788 postos.

A única exceção foi a Agricultura, que eliminou 13.727 vagas. Isso se deve a fatores sazonais associados à entressafra no centro-sul do país.

Um destaque na indústria da transformação foi o crescimento registrado em dez ramos, dos doze que compõem o segmento. A indústria de produtos alimentícios gerou 15.553 empregos com carteira assinada. Em segundo lugar vêm a indústria têxtil, com a criação de 3.489 postos e a indústria química, com a abertura de 3.253 vagas.

O setor calçadista continua em processo de recuperação: em agosto, gerou 2.726 empregos. Os ramos que registraram queda foram o da indústria da borracha, fumo e couros (-3.295), em função de fatores sazonais, e o da indústria de material elétrico e comunicação (-1.400), devido ao enxugamento do quadro de pessoal de grandes empresas, que apostaram na Copa do Mundo.

De janeiro a agosto de 2006, o setor que mais criou empregos foi o de serviços: 441.615 postos, seguido da indústria de transformação, responsável pela geração de 264.663 postos. Em terceiro lugar, no acumulado do ano, está a agricultura, que gerou 205.602 empregos, resultado ligeiramente superior ao do mesmo período em 2005, quando foram gerados 199.400 postos.

Em termos geográficos, o Caged aponta crescimento em todas as unidades da federação, destacando-se São Paulo (42.291 postos), Minas Gerais (10.547 postos), Pará (7.852 postos) e Paraná (7.258 postos). A Região Sudeste foi a que mais gerou empregos com carteira: 63.021, seguida da Região Nordeste (32.654), Sul (14.756), Norte (12.067) e Centro-Oeste (6.417).

As regiões metropolitanas dos Estados da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo geraram 64.025 postos de trabalho celetistas. Os destaques são a Grande São Paulo (28.101) e a Grande Belo Horizonte (17.373).

Já o interior desses Estados criou 28.790 empregos, com destaque para municípios de São Paulo (14.190), Ceará (5.895) e Pará (5.502). Nos meses anteriores, o maior número de postos estava concentrado no interior, em função do desempenho do ciclo agrícola.

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