Indústria cresce 5,4% em fevereiro
Bens de capital tiveram alta de 10,6%, e bens duráveis, de quase 15%. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal da Indústria, divulgada no dia 04/04, pelo IBGE.
Na comparação com janeiro, a produção teve alta de 1,2%, o que foi uma melhora após recuo de 1,3% registrado naquele mês. Com isso, a taxa acumulada nos últimos doze meses subiu 3%, interrompendo a trajetória de queda que vinha sendo observada desde março do ano passado.
A forte elevação de bens duráveis foi atribuída ao crescimento do mercado interno, estimulado por fatores como a ampliação do crédito, na avaliação do chefe da Coordenação da Indústria do IBGE, Sílvio Sales.
Segundo o economista, alguns setores específicos também se beneficiaram com as exportações, que continuam crescendo, mas a taxas menores que as observadas nos últimos meses.
Sales destacou que os bons resultados registrados no primeiro bimestre de 2006 no indicador de bens de capital, caracterizados por máquinas e equipamentos, e nos bens intermediários, caracterizados como insumos para a construção civil, sugerem um recuperação na taxa de investimentos no país.
Os dois itens são utilizados no cálculo da taxa que é elaborada pelo IBGE, a cada três meses, quando são consolidadas as contas nacionais. Eles indicam a direção que tomam os investimentos na economia.
“Quanto mais investe o país investe (nestas áreas), mais fica preparado para crescer à frente. Isso significa também que quem está investindo tem uma perspectiva favorável para o futuro”, explicou Sales.
A expansão da atividade industrial foi generalizada, já que aconteceu em 15 das 23 atividades pesquisadas. Entre as que apresentaram resultados positivos e mais contribuíram para o índice de fevereiro, na comparação com janeiro, estão a farmacêutica (26,2%), a de veículos automotores (4,8%), a de máquinas e equipamentos (2,6%) e a de bebidas (3,7%).
As informações são da Agência Brasil.
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