Brasil sobe no ranking dos maiores exportadores mundiais

05/04/2006 Brasil sobe no ranking dos maiores exportadores mundiais

Segundo a classificação, que será publicada na semana que vem pela Organização Mundial do Comércio (OMC), o país aparecerá com o 23º maior exportador e como o 27º maior importador.

As novas posiçõess são conseqüências do forte desempenho do governo Lula no comércio exterior, embora ainda não signifique uma mudança fundamental na participação do Brasil no mercado internacional.
Em 2004, o país aparecia com o 25º maior exportador e conseguiu subir duas posições, superando Tailândia e Irlanda. Segundo os economistas da organização, uma revisão da tabela de 2004 mostra que o Brasil já ocupava a 24ª posição há dois anos.

Exportações

Contribuiu para a subida no ranking o aumento de mais de 20% nas exportações em 2005, ano em que o crescimento médio das vendas mundiais foi de apenas 13%. A subida não significa um aumento expressivo no mercado internacional. Os produtos brasileiros representam hoje apenas 1,1% das exportações mundiais, ou seja, US$ 118 bilhões. Em 2004, essa participação era de 1%.

Para 2005, a liderança no ranking, assim como em 2004, é da Alemanha, que se beneficia da relação entre o euro e o dólar para registrar exportações acima das vendas norte-americanas.

Compradores

Mas o Brasil não subiu apenas no ranking dos maiores exportadores. Segundo a OMC, o Brasil ocupa hoje a 27ª posição entre os maiores compradores do mundo. Em 2004, ocupava a 29ª colocação. Apesar de subir duas posições, o País continua representando apenas 0,7% de todas as importações mundiais.

O ranking da OMC, para especialistas, tem sido um espelho da participação do comércio exterior na economia brasileira. Há cinco anos, o Brasil representava apenas 0,9% das vendas mundiais.

Projeções

Para 2006, a OMC aponta que o Brasil pode chegar à 20ª posição. Para isso, teria de manter o atual nível de crescimento de suas exportações. Isso permitiria que o País supere Suécia, Suíça e Áustria.

Os técnicos da entidade apontam que alguns fatores, porém, podem atrapalhar o Brasil, como comportamento do euro frente ao dólar, que poderia distorcer o valor as exportações dos países europeus.
Outro fator seria a própria valorização do real, que atrapalharia as exportações. Previsões neste sentido, porém, ainda não se confirmaram. E a balança comercial brasileira entrou em 2006 batendo sucessivos recordes.

Fonte: Linha Aberta

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