Palocci: “Acima de nós, está o Brasil”
“Acima de nós estão as instituições, está o Brasil”, disse Palocci, ressaltando que a economia brasileira está preparada para enfrentar essas turbulências e que a política econômica tem o respaldo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ministro falou ainda sobre o “clima de pesado conflito político” que começa a se desenhar para as eleições, garantindo que isso não afetará o desempenho econômico.
“O recrudescimento do quadro político não vai prejudicar a economia, porque mesmo nos momentos atribulados do ano passado nós não tivemos desarranjo no processo econômico. Infelizmente eu penso que nesse momento as forças políticas se encontram num processo de conflito extremamente negativo para o país”, afirmou.
“Nesse período de crise, houve erros de todos os lados. O governo cometeu erros, meu partido cometeu erros, eu certamente cometi erros e todos nós temos que pagar pelos erros que cometemos, mas não se pode transformar o debate político em uma crise sem fim” disse.
Justificando seu afastamento nos últimos dias, Palocci afirmou que, quando a crítica é “desenfreada, com agressões à vida pessoal”, ele se afasta.
“É a atitude que eu tomo. Não sei se é certo ou errado, o que eu sei é que não vou envolver o Ministério da Fazenda e as instituições em que sou responsável em uma situação como essa”.
Depois, o ministro voltou a condenar o tom exacerbado dos ataques contra ele. “Eu sou político e não me recuso a fazer um debate político. Não me recuso a debater as coisas inclusive que me envolvam, como fiz quatro vezes, indo ao Congresso com toda a disposição para dar qualquer esclarecimento. Mas eu penso que as coisas que fazem parte de um natural ano político às vezes chegam a um nível de exacerbação além do que é razoável.”
Com informações das agências Reuters e Brasil.
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