Caixa Econômica Federal se livra da Gtech e moderniza sistema lotérico
O novo modelo logístico e tecnológico desenvolvido para as loterias já funciona em 1.300 terminais, em 741 casas lotéricas. Considerado mais ágil e moderno, o sistema contribuirá para a eficiência do atendimento ao usuário que utiliza as casas lotéricas não apenas para fazer suas apostas, mas para pagar contas e receber benefícios previdenciários e de programas sociais.
A partir do dia 14 de maio deste ano, quando vence o contrato de transição com a Gtech – que explorou o sistema de loteria – a Caixa pretende completar a substituição dos quase 25 mil terminais das 9 mil lotéricas que irão operar o novo sistema em todo o Brasil.
Com a conclusão do processo licitatório para a implantação do novo modelo foi possível constatar também uma economia de R$ 705 milhões nos custos com o processo. A previsão inicial estipulada nos editais era de R$ 1,3 bilhão. No lugar de uma única empresa – a Gtech – quatro fornecedores, todos vencedores de licitação, irão operar o serviço lotérico no país.
Vitória
Para o deputado Jorge Bittar (PT-RJ) é uma vitória do governo Lula ter conseguido fazer com que a Caixa Econômica se livrasse da Gtech e de toda a sua estrutura tecnológica. “O Brasil é testemunha das práticas e condutas nada recomendáveis dessa empresa multinacional (Gtech)”. Segundo Bittar a mudança do sistema é também uma resposta do governo à CPI dos Bingos. “Enquanto a turma da CPI dos Bingos não apura nada, não investiga os jogos ilícitos e só pensa em desestabilizar o governo e fazer palanque político, o governo construiu um sistema que permite o desenvolvimento da tecnologia brasileira e que beneficia a população brasileira.
Segundo Bittar a população brasileira já percebeu que o trabalho da CPI dos Bingos não é sério. “O cidadão está percebendo também as ações positivas do governo Lula”. O petista destacou que desde o início do governo Lula que a Caixa tentava romper com a Gtech. “Mas o processo de transição é difícil. Foi complicado assimilar todo o conhecimento e desenvolver o software. Porém, temos agora um sistema mais moderno e seguro”, concluiu.
Avanço
O deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) considerou a mudança um grande avanço do governo Lula. “A Caixa finalmente pode se ver livre da Gtech que tinha o monopólio do serviço. Ganha o governo que reduz custos e tem autonomia no processo, como ganha a população que terá um sistema mais moderno e eficiente”, afirmou. Devanir elogiou também o fato de quatro fornecedores ficarem responsáveis pelo serviço, cada um cuidando de uma área específica do processo. “Isso gera competição saudável e facilita o sistema de fiscalização e avaliação”, acrescentou.
Na opinião do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) a Caixa garante dois valores com o novo sistema lotérico: eficiência e ética. “A população será beneficiada com um sistema mais moderno e ágil.
Acredito, porém, que o maior benefício é ético mesmo. Acaba a dependência tecnológica e a Caixa também deixa de ser refém da Gtech que dominou o serviço por anos e anos, até mesmo com liminares obtidas na Justiça”, afirmou.
O deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), destacou que o rompimento com a Gtech foi muito positivo. “Além da Caixa ter desenvolvido um sistema próprio, mais moderno e econômico que trará benefícios para os cidadãos, ela deixou de ser refém da Gtech. A rede lotérica brasileira tem 9 mil pontos espalhados por 3.628 municípios com 22 mil terminais.
Vantagens
Os terminais do novo sistema farão todas as transações: pagamento de contas, depósitos, recebimento e apostas. O atendimento também será mais rápido e novos serviços poderão ser disponibilizados. Prevê também que o novo sistema garantirá o aumento da arrecadação, com isso irão mais recursos para as obras sociais do governo federal.
Outra vantagem do novo modelo é a redução de atividades clandestinas de venda de jogos. Os donos de loterias também será beneficiados porque terão possibilidade de expansão da rede e dos serviços.
Agência Informes (www.informes.org.br)
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